Botswana, Foto T.Abritta, 2008

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Aprendendo Matemática


Foi uma grande honra prefaciar o livro Aprendendo Matemática – volume I, do Professor Heitor Churchill Ferreira de Souza, que gentilmente me enviou hoje seu primeiro exemplar.


Prefácio

          Vivemos em um Mundo altamente tecnológico que permeia praticamente todas nossas atividades como trabalho, lazer, saúde, educação, transporte e comunicações.  Entretanto, boa parte da população não tem conhecimentos mínimos de Ciências ou Matemática que são disciplinas básicas para o conhecimento Humano.
          Este desconhecimento gera dificuldades, limitando a cidadania e dificultando o aprendizado de várias disciplinas.
          Em meio a este desprestígio das Ciências e da Matemática, uma boa notícia é o livro Aprendendo Matemática – volume I, do Professor Heitor Churchill Ferreira de Souza, que reúne sua experiência de quase vinte anos lecionando matemática comercial e financeira em cursos preparatórios para concursos públicos e no antigo BANERJ, atual banco Itaú.  Nascido no Rio de Janeiro, formado em Ciências Contábeis com especialização em Matemática Financeira, o Prof. Heitor demostrou desde sua juventude a vocação para lecionar Matemática, especialmente Aritmética e Lógica.
          Este livro – o primeiro de uma série de cinco volumes – incentivará e despertará o interesse do estudante, já que usando métodos originais, mostra que o aprendizado desta disciplina é baseado na lógica e não apenas no mero "treinamento" e memorização.  Uma grande quantidade de exemplos, exercícios resolvidos e problemas propostos guia o estudante por suaves caminhos para a aprendizagem.
          Um dos métodos usados nesta obra é a “Falsa Posição”, um antigo método interativo de equacionar e resolver problemas matemáticos.
          Este método tem paralelo em outras disciplinas, como por exemplo o também antigo "Método dos Deslocamentos Virtuais”, usado em Mecânica para estudos de Estática, onde imagina-se que a estrutura sofre um pequeno deslocamento e tenta-se minimizá-lo, facilitando o cálculo final.
          Métodos interativos como estes caíram no esquecimento, mas felizmente despertaram nesta obra, demonstrando sua grande utilidade na solução de problemas envolvendo razão, proporção, regra de três, porcentagem e muitos outros.
          Assim, ao longo deste volume, os leitores e estudantes irão não só aprendendo como admirando as maravilhas desta disciplina.

Teócrito Abritta
Físico e Escritor



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Horas Mágicas


          Assim o Fotógrafo de Natureza e Alpinista, Galen Rowell (1940-2002) chamava a luz quente e avermelhada de um final de dia ensolarado, com suas dramáticas sombras que emolduravam a paisagem. 
          Na foto abaixo, do alto de uma colina, registrei a Fazenda Pau D'Alho em São José do Barreiro-SP, na Estrada Real, indo para Bananal e depois descendo para Paraty. 


Fazenda Pau D'Alho, São José do Barreiro-SP,  Foto T.Abritta, 2004.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Solidão em Puerto Puyuhuapi


          Puerto Puyuhuapi, no Chile, é um pequeno povoado que vive basicamente da criação de ovelhas e produção de lã. 
          Ao percorrer sua única rua, com menos de duas dezenas de casas, encontrei um posto de gasolina (ver foto abaixo) que expressava toda a solidão que eu sentia no momento, como se uma pintura de Hopper renascesse naquela longínqua geografia (ver pintura abaixo).


Puerto Puyuhuapi, Chile.  Foto T.Abritta, 2003.


Pintura de Hopper.




terça-feira, 26 de setembro de 2017

O Povo Sun


          Este povo é um dos mais antigos do mundo e sobrevive desde o período neolítico em alguns países da África.  Na Botswana vivem segregados pelo governo, ganhando uma espécie de bolsa família, já que eram nômades e hoje têm dificuldades para sobreviver.
          Em 2008, em visita a este país, insisti em visitar uma das aldeias onde vivem, uma espécie de campo de concentração.  A recepção foi de franca hostilidade e nem as crianças acenavam conforme o jipe passava.  Felizmente alguns funcionários do Camping, onde eu estava hospedado, avisaram pelo rádio que eu era pessoa amiga.  Como já havia me retirado, como pedido de desculpas, avisaram também pelo rádio, o lugar onde esta bela pantera caçava todas as tardes.  
Esta foi uma das minhas Grandes Homenagens recebidas.  
Em breve farei uma postagem desta aldeia tão miserável e falarei deste Povo. 



Botswana, 2008.  Foto T.Abritta.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A Natureza em Galápagos


O Hood Mockbird (Mimus macdonaldi) ou Cucuve da Española, é uma espécie de pássaro na família Mimidae. É endêmico da Ilha Española nas Ilhas Galápagos, Equador, sendo uma das quatro espécies de Mockbird endêmicas deste arquipélago. Encontra-se em áreas secas e é onívora, embora seja principalmente carnívora. A espécie tem uma estrutura social altamente territorial e não tem medo de seres humanos. É a única espécie de Mockingbird de Galápagos que Charles Darwin não viu nem recolheu na viagem do Beagle.
O pássaro é considerado vulnerável na natureza pela Bird Life International, devido principalmente à sua reduzida área onde vive. O frágil ecossistema é de alto risco, agravado pelas condições climáticas adversas. Estima-se que haja menos de 2.500 aves na vida selvagem.
          Atualmente uma nova ameaça paira sobre esta espécie, que é sua evolução cultural, pois devido às dificuldades de obter água, aprenderam a pedir, agressivamente, este precioso líquido aos poucos seres humanos que encontram. A solução foi interditar parte de seu ecossistema aos seres humanos, pois esta dependência pode ser o fim da espécie.
          Na foto abaixo, vemos um destes pássaros obtendo água, depois de várias ameaças de bicadas.


Hood Mockingbird ou Cucuve de EspanõlaBaía Gardner
Ilha Espanõla, Galápagos. Foto T.Abritta, 2009.




domingo, 3 de setembro de 2017

O Peixe-Sol


Segundo a lenda, é um peixe que vive em águas abissais – abaixo de mil metros de profundidade – e que sobe à tona eventualmente para tomar sol, ficando um pouco atordoado.
Ao fazer o reconhecimento, em uma ponga (zodiac em inglês) – bote inflável de borracha com várias câmaras de ar –, pela Punta Vicente, na Ilha Isabela-Galápagos, em 2009, vimos aquela enorme sombra pouco abaixo do nível das águas.  Era a lenda do Peixe-Sol que se tornava realidade.  Pelo rádio foram chamados diversos biólogos e pesquisadores, mas até hoje nunca soube o nome científico daquele peixe.

Lenda ou Realidade?


Peixe Sol.  Foto T.Abritta.  Galápagos, 2009.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Estúdios Fotográficos nas Gerais


O Fotógrafo mineiro Francisco Augusto Alkmin (1886-1978), conhecido por Chichico Alkmin, montou na cidade de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, o primeiro estúdio fotográfico desta região.
O estúdio funcionava no porão de sua casa no Beco João Pinto.  Os cenários fotográficos eram montados com requinte, atapetados e decorados com painéis pintados pelo próprio fotógrafo que trabalhava com uma câmara de fole usando negativos de vidro com 13 x 18 cm.
Foi uma grande satisfação receber a notícia de que sua família preservou o rico acervo deste profissional, que foi acumulado durante vários anos, doando-o ao Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro. Este Instituto, que é uma Instituição de excelência em preservação e pesquisa fotográfica, realizará um trabalho completo de classificação e digitalização das centenas de negativos em frágeis placas de vidro, colocando este material ao alcance de todos os pesquisadores interessados.
Outra notícia sobre estúdios fotográficos em Diamantina, foi a exposição de Assis Horta, hoje com 99 anos, que por vários dias mostrou no Centro Cultural BNDES, em 2007, no Rio de Janeiro, fotos, câmeras, materiais de laboratório e equipamentos de estúdio deste profissional. 
O trabalho de Assis Horta foi também impulsionado pela necessidade dos trabalhadores obterem um retrato 3x4 cm datado, conforme normas da legislação trabalhista implantada na época.
Estes fatos me remeteram à fotografia que ilustra a capa do meu último livro intitulado Jequitinhonha (ver Figs. 1, 2 e 3).
A fotografia usada na capa do livro, tirada em 1945, foi provavelmente feita no estúdio de um destes fotógrafos.
Observando o fundo dos painéis que decoravam os cenários das fotos, identificamos facilmente que a foto da capa de Jequitinhonha foi feita por Assis Horta. 

Forte emoção neste encontro fotográfico com um “personagem” vindo dos tempos desta grande jornada por Jequitinhonha.


Figura 1 - Capa do livro Jequitinhonha.


Figura 2 - Fotografia usada na capa do livro Jequitinhonha. 
Diamantina, 1945.  Acervo Teócrito Abritta.


Figura 3 - Foto em Estúdio por Assis Horta.